sábado, 7 de novembro de 2009

Oficina G3 supera Regis Danese e vence Grammy Latino 2009

Quase um ano e meio depois do meu último post, estou de volta ao blog comentando um texto que escrevi hoje mesmo para o site da Editora Efrata Music, do meu amigo e cliente Elvis Tavares, sobre a vitória da banda Oficina G3 no Grammy Latino 2009. A foto aí do lado, em que aparece o vocalista do grupo Juninho Afram, é do site Elnet (do grupo MK), mas eu dei um trato no Photoshop.

Pelos e-mails que recebi da assessoria da Line Records antes do Grammy Latino, a gravadora parecia bastante confiante na vitória de Regis Danese, já que ele virou uma espécie de unanimidade na mídia off-Globo. A música Faz um Milagre em Mim toca em todo tipo de rádio, aparece no SBT, na Band (na Record, nem se fala...), o povão canta na rua. Enfim, caiu realmente no gosto do público. E mesmo não aparecendo em programas da Globo - por causa, é claro, da rivalidade com a Record - a música está numa coletânea gospel da Som Livre.

Mas, independentemente de tudo isso, deu Oficina G3 no Grammy Latino. Esse fato reforça a importância de prêmios independentes, sem vínculo com qualquer tipo de empresa. É algo que ainda não existe, por exemplo, no meio gospel. O Troféu Talento, maior premiação do gênero, é organizado pela Rede Aleluia, que é do mesmo grupo da Line, da Record... No Grammy, por mais controverso que seja o resultado - quem não se lembra do questionável troféu de melhor canção brasileira do ano, em todas as categorias, para a linerecordiana Soraya Moraes, em 2008? -, os vencedores são escolhidos por pessoas do meio, que entendem do assunto e não estão vinculadas aos concorrentes.

Por fim, parabéns ao Oficina G3, que, depois de 3 indicações, conquistou seu primeiro - e merecido - troféu. A banda passou por diversas mudanças de formação, mas sempre esteve na ativa, fazendo um ótimo som, elogiado por roqueiros "tradicionais". Aliás, estou ouvindo agora o disco vencedor do Grammy, Depois da Guerra, via Som Gospel. Pesado, contundente e bom, como de costume. Não fossem as letras religiosas, figuraria, com destaque, nas prateleiras de qualquer loja de discos. E no gênero heavy metal...

Um comentário:

Leandro Bahiah disse...

O filme Lula:O Filho do Brasil,é longa que vale a pena assistir,apesar das críticas.O filme trata de valores,mostra um pouco da vida dos retirantes nordestinos retirantes.Vale a pena,confira!

Um abraço!